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19 dezembro, 2014

TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada

Imagem da Internet com alterações

Atualmente é muito comum nos depararmos com casos de ansiedade, ou algum tipo de transtorno advindo da mesma. Muitas pessoas sequer imaginam que podem estar sofrendo de um Transtorno de Ansiedade Generalizada.

O TAG muitas vezes é erroneamente interpretado como algo “comum” nos tempos modernos, e não é dada a devida importância aos seus sinais e sintomas.

Porém o TAG é uma doença e o mais indicado é buscar ajuda profissional assim que se percebe o quanto ele está atrapalhando em sua vida. O que é tratado logo no início é sempre mais fácil de resolver, além de evitar outras doenças.

Há inúmeros casos em que as pessoas buscam ajuda profissional, sobretudo já apresentam quadros muito mais graves e evoluídos, como Transtorno de Pânico, Depressão, etc. Isso ocorre por acharem que a ansiedade demasiada é algo que pode ser controlado com facilidade e não é necessário tratar. Muitas vezes a própria pessoa não tem a noção do nível ansioso em que se encontra. E é aí que mora o perigo!

A pessoa que tem TAG sente-se ansiosa frente a quase todas as situações e eventos cotidianos, sejam os mais simples e os mais complexos.
Mas o que preocupa é que qualquer evento simples. Vou citar um exemplo: o celular da pessoa começa a tocar, e na identificação da chamada aparece um número desconhecido, a pessoa começa a sentir-se extremamente ansiosa, pois não conhece aquele número e não sabe a finalidade daquela ligação. Naquele momento, ela já imaginou todas as possibilidades, (“E se for do banco?”; “E se for alguma cobrança?”; “E se for alguma notícia ruim?”; “E se alguém próximo faleceu”...). Ela tem pensamentos catastróficos em relação àquela ligação, esses pensamentos podem estar muito longe do real, porém para o TAG o “real” é catastrófico, (já não há a noção do que é real e do que é o fato em si). Há uma distorção da realidade.

Essa ansiedade vem repleta de sintomas corporais como taquicardia, sudorese, tensão muscular, entre outros dependendo da situação e do nível da crise.

São os mais simples eventos e situações do dia-a-dia que podem trazer essas conseqüências para quem sofre de TAG.

Resumindo a TAG
O que é?
Um transtorno crônico.
Pode-se dizer que a TAG é constituída por um demasiado grau de ansiedade e preocupação( frente a eventos e situações cotidianas simples) difíceis de serem controladas, podendo afetar muitas áreas da vida do indivíduo e resultando em crises.

Quais os sintomas mais comuns?*
- inquietação ou impaciência
- fatigar-se facilmente
- tensão muscular
- irritabilidade
- dificuldade de concentração ou “brancos de memória”
- distúrbios do sono

*Tais sintomas devem aparecer na maior parte dos dias num período maior que 6 meses consecutivos de duração.

Tratamento:
O tratamento da TAG pode ser psicoterápico e/ou medicamentoso. A Terapia Cognitivo-Comportamental é muito indicada para casos de Transtorno de Ansiedade Generalizada, pois ajuda o paciente a conseguir ferramentas para lidar melhor com a ansiedade.

Age no modelo cognitivo, nas crenças do paciente e nos pensamentos automáticos que na maioria das vezes não são reais.



Por: Jacqueline Sanchez - Essência Humana em Foco
Baseado no Livro: Terapia Cognitivo-Comportamental para os Transtornos de Ansiedade - Gildo Angelotti Organizador

12 dezembro, 2014

Quando o corpo e a mente gritaram por socorro

                                                                                  
Por: Jacqueline Sanchez
             Explodiu!
           Aquela “bomba-relógio” explodiu! Estava prestes a acontecer mesmo, não havia mais saída. A mente suplicava por ajuda, o corpo gritava por socorro.
            A estafa, o cansaço, a tensão, o esgotamento acabaram vindo à tona. Não cabia mais nada dentro daquela criatura. Não aguentava mais.
            - Se não parar por bem, vai parar por mal! Dizia o seu “eu” interior.
            Pois bem, infelizmente parou por mal!
            Seu corpo sentia. Seus dedos sentiam...(não podiam mais, de fato, “sentir”, pois estavam dormentes, rígidos). Sua pressão arterial sentia...(não podia mais suportar e caía! Caía de vez!). Sua visão sentia... (não podia mais enxergar com nitidez, foi esvaindo-se aos poucos, escurecendo). Quase um desmaio.
            - Seja forte! Seja forte!
            A sensação piorava, além do físico, já estava afetando o psicológico. Susto, angústia, medo, muito medo, eram tantas sensações juntas e misturadas.
            - Seja forte! Era sua única esperança naquele momento.
            Contudo, não parou por aí. Ainda era nítido o pedido de socorro do seu “eu” interior,
que já tinha afetado o físico.
             A cada momento uma surpresa, mais sintomas desconhecidos. Membros inferiores, pernas e pés dormentes. Estavam parando! Parando por mal!
            O medo tomava conta daquela criatura. Quase uma sensação de desespero, senão o próprio desespero.
            - Seja forte! Seja forte!
            Era a única coisa que conseguia pensar enquanto revezava com os pensamentos  de medo e desespero. O que está havendo? Perguntava-se a todo instante.
            Já não conseguia mais mover membros inferiores também. A face estava adormecida e a fala prejudicada, a dicção ficava lenta. Estava parando, parando por mal!
            O que estava de fato acontecendo?
            A “bomba-relógio” explodiu. O corpo gritou, a mente suplicou, Socorro!
            Chegando ao hospital naquelas condições, e depois de ter feito uma bateria de exames que não deram nada, não havia uma doença “concreta”, os médicos não encontravam uma resposta. Sendo assim, a única coisa que podia fazer era pensar, refletir.
            O que estava ocorrendo? O que anda fazendo com sua vida?
            Calma. Calma. Sabe o significado da palavra Calma?
            Foi necessário chegar a essas condições para entender, que você tem uma inimiga declarada. Àquela, que sempre esteve presente e você nunca deu importância para o mal que ela fazia. Nunca parou para refletir sobre as consequências que ela lhe trazia por controlar tanto a sua vida.
            Quem é ela? Seu nome é Ansiedade.
            Mas você está sempre sem tempo, muito ocupado para pensar nisso, não é?
            Ela fez tudo isso com você, pois dominou sua mente. Você nunca teve tempo para pensar nisso. Nunca percebeu os detalhes que seu corpo mostrava. Talvez nem acreditava muito em tudo isso não é mesmo?
            Sobretudo, ela não dominou a sua mente por acaso. Foi por uma série de situações e escolhas.
            Como você tem vivido? Tem respeitado seu corpo e sua mente? Tem cuidado de si? Tem percebido e dado importância aos detalhes? Tem tido tempo para refletir?
            Pense nisso.
            Você pode mudar essa situação sabia? Pode controlar isso, pode cuidar mais do seu “eu” interior e do seu corpo. Basta sair da zona de conforto em que está! E decidir que quer mudar, melhorar, evoluir.
            Aceitar que a ansiedade existe é necessário, porém se entregar e viver à mercê dela é o que você não pode aceitar.
            Respira! Respira! Respira fundo! Relaxe sua mente, seu corpo.
            Ou vai esperar ter a próxima crise de ansiedade? Ou pior, quer esperar explodir outras “bombas-relógio”?
            Dê importância ao que nunca deu antes. Você é forte! Você é mais forte do que a ansiedade, é mais forte do que a pressão que tem vivido, mais  forte do que as cobranças alheias e principalmente das cobranças de si próprio.
            Sim, é um exercício, um treino diário, mas você pode controlar isso! Pode evitar muita coisa. Acredite!
            E não se esqueça, busque ajuda profissional! Busque um psicólogo que te ouvirá,  te acolherá, que não te julgará, isso é fundamental.  É desta maneira que você aprende a cuidar do seu “eu” interior.  Aprende a lidar com as pressões. Aprende a viver de verdade, não somente sobreviver no mundo.
            Não espere a explosão, não espere que seu corpo e sua mente gritem por socorro novamente.
            Isso é possível! Dê importância a si mesmo!

           


Texto escrito por Jacqueline Sanchez – Essência Humana em Foco

Saiba a diferença entre Ato Impulsivo e Ato Compulsivo.

Você sabe diferenciar as características do ato impulsivo e do ato compulsivo?


Separei abaixo as principais diferenças, confira:




Ato impulsivo



Em oposição à ação voluntária, há os atos impulsivos, que são uma espécie de curto circuito do ato voluntário, da fase de intenção à fase de execução. O ato impulsivo abole abruptamente as fases de intenção, deliberação e decisão, em função tanto da intensidade dos desejos ou temores inconscientes como da fragilidade das instâncias psíquicas implicadas na reflexão, na análise, na ponderação e na contenção dos impulsos e dos desejos.
Os impulsos patológicos são tipos de atos impulsivos, nos quais predominam as ações psicomotoras automáticas, sem reflexão, ponderação ou decisão prévias, de tipo instantâneo e explosivo. Eles também se caracterizam pela incoercibilidade, ou seja, são incontroláveis (revisão em Herpertz; Sass, 1997).
O ato impulsivo apresenta as seguintes características:

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1. É realizado sem fase prévia de intenção, deliberação e decisão
2. É realizado de modo geral, de forma egossintônica. O indivíduo não percebe tal ato como inadequado, não tenta evitá-lo ou adiá-lo. O ato impulsivo frequentemente não é contrário aos valores morais e desejos de quem o pratica.
3. É geralmente associado a impulsos patológicos, de natureza inconsciente, ou à incapacidade de tolerância à frustração e necessária adaptação à realidade objetiva. Da mesma forma, o indivíduo dominado pelo ato impulsivo tende a desconsiderar os desejos e as necessidades das outras pessoas.


Ato compulsivo ou compulsão

Difere do ato impulsivo por ser reconhecido pelo indivíduo como indesejável e inadequado, assim como pela tentativa de refreá-lo ou adiá-lo. A compulsão é geralmente uma ação motora complexa que pode envolver desde atos compulsivos relativamente simples, como coçar-se, picar-se, arranhar-se, até rituais compulsivos complexos, como tomar banho de forma repetida e ritualizada, lavar as mãos e secar-se de modo estereotipado, por inúmeras vezes seguidas, etc.
Os atos e os rituais compulsivos apresentam a seguintes características:

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1. Há a vivência frequente de desconforto subjetivo por parte do indivíduo que realiza o ato compulsivo.
2. São egodistônicos, isto é, experienciados como indesejáveis, contrários aos valores morais e anseios de quem os sofre.
3. Há a tentativa de resistir (ou pelo menos adiar) à realização do ato compulsivo. 
4. Há a sensação de alívio ao realizar o ato compulsivo, alívio que logo é substituído pelo retorno do desconforto subjetivo e pela urgência em realizar novamente o ato compulsivo
5. Ocorrem frequentemente associados a ideias obsessivas muito desagradáveis, representando muitas vezes, tentativas de neutralizar tais pensamentos. O indivíduo tem um pensamento obsessivo desagradável, como a ideia de que é impuro ou contaminado, sente então, a necessidade de lavar-se compulsivamente, e isso alivia de forma transitória os pensamentos de ser contaminado. Logo após o alívio, os pensamentos obsessivos retornam à consciência do indivíduo, e ele sente-se novamente forçado a realizar o ato compulsivo neutralizador. 

(DALGALARRONDO, Paulo - Psicopatia e Semiologia dos Transtornos Mentais - 2ª Ed. - Artmed)






Por: Jacqueline Sanchez - Essência Humana em Foco

Vamos falar de Insônia...


Quantas vezes você teve um dia corrido, cansativo, com muita pressão? E quantas vezes recebeu uma notícia que te preocupou, te deixou estressado(a), com medo, tão ansioso(a) que até perdeu o sono?




Pois é, o sono.

Todos sabemos que uma boa noite de sono muitas vezes é revigorante. Mas, e quando ele não aparece?

As vezes você pode até estar super cansado(a) e com sono, mas não consegue de fato dormir. Isso não é nenhum pouco agradável, não é mesmo?

Bom vamos falar um pouco da famosa INSÔNIA.

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Muitos conhecem, outros nem tanto e alguns convivem com a presença (nenhum pouco conveniente) dela, A INSÔNIA.

E para entendermos melhor sobre o assunto, separei um trecho do livro Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais de Paulo Dalgalarrondo:

A insônia é um dos sintomas mais comuns em saúde mental; calcula-se que cerca de um terço da população adulta tem pelo menos alguns dias de insônia clinicamente significativa durante o ano. A insônia caracteriza-se pela dificuldade em adormecer (insônia inicial), pela dificuldade em permanecer adormecido (sono entrecortado), ou pelo despertar muito precoce, acordando de madrugada (geralmente por volta das 3 a 5 horas da manhã), não conseguindo voltar a dormir (Silber, 2005).
Não só importa a redução da quantidade de sono, mas também a qualidade do sono e, sobretudo, a sensação de ter tido um sono reparador. A insônia inicial e/ou o sono entrecortado geralmente ocorrem associados a quadros de ansiedade aguda ou crônica, tensão ou preocupação excessiva ou depressão. Já a insônia terminal associa-se mais frequentemente a quadros depressivos. A insônia pode ser aguda (de alguns dias até três meses) ou crônica (mais que três meses). Ter insônia implica prejuízo no funcionamento diário e piora na qualidade de vida em decorrência do sono ruim.
No Brasil, cerca de 10 a 40% das pessoas apresentam queixas de insônia (5% de insônia crônica). Nos Estados Unidos, 30 a 40% dos norte-americanos adultos tem insônia, sendo que 17% referem ser a insônia um problema grave e 5 a 10% apresentam insônia crônica. Cerca de metade dos quadros de insônia se associa a transtornos psiquiátricos (depressão, ansiedade, fobias, dependência química, transtorno bipolar, etc.) ou distúrbios médicos (obesidade, síndromes dolorosas, refluxo gastresofágico, doenças pulmonares que implicam dificuldades respiratórias, insuficiência cardíaca congestiva e hipertrofia prostática). Do ponto de vista epidemiológico, a insônia ocorre mais comumente em mulheres, idosos, pessoas de baixo nível socioeconômico, divorciados, viúvos e em indivíduos internados em hospital geral ou em prisões.
Alguns hábitos e fatores relacionados à insônia são: hábitos inadequados como dormir muito durante o dia ou acordar em horas diferentes a cada dia, uso excessivo de café durante o período noturno, abuso de álcool ou outras substâncias psicoativas, comer copiosamente à noite, realizar tarefas e atividades muito tensas no período noturno, etc.




Por: Jacqueline Sanchez - Essência Humana em Foco

Como funciona a mente de quem sofre de Transtorno de Pânico e Agorafobia?

Sabe-se que atualmente é cada vez mais comum pessoas sofrendo de crises de ansiedade, crise de pânico, agorafobia, entre outras questões relacionadas a Ansiedade.

E como funciona a mente de quem está tendo uma crise? Você sabe?

Vou resumir através desse trecho abaixo, veja:

Por: Jacqueline Sanchez


"O modelo cognitivo do pânico (Clark, 1986) se apoia na ideia de espiral. Supõe que um estímulo qualquer pode disparar uma avaliação inicial de perigo que produz, em consequência, ansiedade: uma segunda avaliação é realizada sobre a própria reação de ansiedade, de modo distorcido e catastrófico, o que conduz a uma intensificação das reações que compõem a ansiedade (taquicardia, sudorese, vertigem, tonteira, tremores, etc) o que por sua vez, conduz a interpretações ainda mais catastróficas e assim por diante. A ocorrência de hiperventilação tem sido admitida como um fator preponderante nesta intensificação (Garssen e cols., 1983). O quadro se manifesta nos três níveis de respostas (Lang, 1968): cognitivo (ideias de morte iminente, desmaio, loucura, perda do controle), autonômico (sinais corporais acima descritos) e comportamentais (fuga, evitação, busca de amparo). A experiência é tão assustadora que pode desenvolver-se um medo do medo (Goldstein e Chambless, 1978), que poderá precipitar o desenvolvimento de um quadro de agorafobia. Uma espécie de radar fica ativado para monitorar qualquer variação em seu ambiente interno tornando o indivíduo altamente sensibilizado a estas variações. Se alguma ocorrer uma nova crise poderá surgir em decorrência de novas interpretações catastróficas."



(RANGÉ, Bernard. Psicoterapia Comportamental e Cognitiva, 2001)




Por: Jacqueline Sanchez - Essência Humana em Foco

Técnica para lidar com a Ansiedade

Sabe aquela tal Ansiedade? 
Pois é, como você tem lidado com ela?
Bom...
Que tal tentar essa técnica abaixo?


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A.C.A.L.M.E-S.E

A chave para lidar com um estado de ansiedade é aceitá-la totalmente. Permanecer no presente e aceitar sua ansiedade fazem-na desaparecer. Para lidar com sucesso com sua ansiedade você pode utilizar a estratégia "A.C.A.L.M.E-S.E", de oito passos. Usando-a você estará apto(a) a aceitar a sua ansiedade até que ela desapareça.

1- Aceite a sua ansiedade. Um dicionário define aceitar como dar “consentimento em receber”. Concorde em receber a sua ansiedade. Mesmo que lhe pareça absurdo no momento, aceite as sensações em seu corpo assim como você aceitaria em sua casa um hóspede inesperado e desconhecido. Decida estar com sua experiência. Substitua seu medo, sua raiva e sua rejeição por aceitação. Não lute contra ela. Resistindo você estará prolongando e intensificando o seu desconforto. Em vez disso, flua com ela.

2- Contemple as coisas em sua volta. Não fique olhando para dentro de você, observando tudo e cada coisa que você sente. Deixe acontecer com o seu corpo o que ele quiser, sem julgamento: nem bom, nem mau. Olhe em volta de você, observando cada detalhe da situação em que você está. Descreva-os minuciosamente para você, como um meio de afastar-se de sua observação interna. Procure ser um só, você e seu lado observador: deixe-se dissolver em pura observação. Lembre-se: você não é sua ansiedade. Quanto mais você puder separar-se de sua experiência interna e ligar-se nos acontecimentos externos, melhor você se sentirá. Esteja com ansiedade, mas não seja ela: seja apenas observador.

3- Aja com sua ansiedade. Normalize a sua situação. Aja como se você não estivesse ansioso(a), isto é, funcione com ela. Diminua o ritmo, a velocidade com que você faz as suas coisas, mas mantenha-se ativo(a)! Não se desespere, interrompendo tudo para fugir. Se você fugir, a sua ansiedade vai diminuir mas o seu medo vai aumentar, donde na próxima vez a ansiedade vai ser pior. Se você ficar onde está – tanto a ansiedade quanto o seu medo vão diminuir. Continue agindo bem devagar!

4- Libere o ar de seus pulmões, bem devagar! Respire bem devagar, calmamente, inspirando pouco ar pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca. Conte até três, devagarzinho, na inspiração e até seis, na expiração. Faça o ar ir para o seu abdômen, estufando-o ao inspirar e deixando-o encolher-se ao expirar. Não encha os pulmões. Ao exalar, não sopre: apenas deixe o ar sair lentamente por sua boca. Procure saber o ritmo ideal de sua respiração, nesse estilo e nesse ritmo, e você descobrirá como isso é agradável.

5- Mantenha os passos anteriores. Repita cada um, passo a passo. Continue a: (1) aceitar sua ansiedade: (2) contemplar: (3) agir com ela e (4) respirar calma e suavemente até que ela diminua e atinja um nível confortável. E ela irá, se você continuar repetindo esses quatro passos: aceitar, contemplar, agir e respirar.

6- Examine agora seus pensamentos. Você deve estar antecipando coisas catastróficas. Você sabe que elas não acontecem. Você já passou por isso muitas vezes e sabe que nunca aconteceu nada do que você pensou que aconteceria. Examine o que você está dizendo para você mesmo(a) e reflita racionalmente para ver se o que você pensa é verdade ou não: você tem provas sobre se o que você pensa é verdade ou não? Há outras maneiras de você entender o que está lhe acontecendo? Lembre-se: você está apenas ansioso(a): isso pode ser desagradável, mas não é perigoso. Você está pensando que está em perigo, mas você tem provas reais e definitivas disso?

7- Sorria você conseguiu! Você merece todo o seu crédito e todo o seu reconhecimento. Você conseguiu sozinho(a) e com seus próprios recursos, tranquilizar-se e superar este momento. Não é uma vitória pois não havia um inimigo, apenas um visitante de hábitos estranhos que você passou a compreendê-lo e aceitá-lo melhor. Você agora saberá como lidar com visitantes estranhos.

8- Espere o melhor. Livre-se do pensamento mágico de que você terá se livrado definitivamente de sua ansiedade, para sempre. Ela é necessária para você viver e continuar vivo(a). Você precisa dela e ela ocorrerá sempre que você estiver em perigo ou que você pensar que está em perigo. Donde é natural que ela ocorra. O que pode estar errado é o que você está pensando a partir dela, surpreenda-se com o jeito como você a maneja, como você acabou de fazer agora. Esperando a ocorrência de ansiedade no futuro, você estará em uma boa posição para lidar com ela novamente. Enriqueça sua memória com essa experiência, entre outras importantes da sua vida. Você se tornou uma pessoa diferente agora: mais realista, mais conhecedora de suas capacidades, mais segura, mais confiante. Esta experiência vale um lugar de destaque em seu álbum de recordações.


Estratégia A.C.A.L.M.E-S.E (adaptada de Beck, Emery e Greenberg, 1985) pelo autor Bernard Rangé, 2001.



Por: Jacqueline Sanchez - Essência Humana em Foco