24 fevereiro, 2015

Fuga

Quantas vezes você já ouviu essa palavra?
Ou melhor, quantas vezes você já sentiu uma vontade enorme de FUGIR de tudo e todos?

Pois bem, fugir pode trazer um alívio momentâneo, uma tranqüilidade emocional breve, é um modo de não pensar no problema em si.

Mas eu te pergunto sobre as conseqüências da sua fuga, será que esse é o modo correto de lidar com as situações e problemas cotidianos?

FUGIR resolveria tudo? Se sim, de que forma?

A fuga é perigosa, ela te ilude, te engana, faz você adiar soluções, faz com que você BOICOTE a si mesmo. Contudo, apesar de trazer certo alívio, a situação-problema não foi solucionada. É como tentar tapar o sol com a peneira. O problema será mantido.

A fuga traz um incômodo horrível e faz você acreditar numa falsa realidade, numa fantasia. Além de fazer você se sentir um "prisioneiro" de si mesmo.

Não se iluda mais com a FUGA. 
Aprenda a lidar com seus medos, seus conflitos internos, situações desagradáveis.
Você pode abrir sua mente, enxergando novos horizontes além daquilo que está debaixo do seu nariz.
Basta dar a chance de evoluir, de deixar velhas crenças de lado.
  
Separei um trecho de um livro chamado Terapia Cognitivo-Comportamental para Leigos do autor Rob Wilson e Rhena Branch, 2011:

"Aqui estão mais alguns exemplos sobre o que queremos dizer com soluções que mantêm o problema:

Evitar situações que lhe causam medo e que provocam ansiedade.
Evitar tende mais a minar sua confiança do que fortalecê-la. Você continua com medo das situações que evita, assim você não dá uma chance a si mesmo de confrontar e superar seus medos.

Ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas para bloquear seus sentimentos desconfortáveis.
Com frequência, esses sentimentos ruins persistem a longo prazo, e você acaba somando mais um problema derivado do efeito do álcool ou das drogas (ressaca, depressão). Além disso, você corre o risco de criar um novo problema – dependência química.

Ocultar aspectos sobre você mesmo que causam vergonha.
Esconder coisas sobre você mesmo – como imperfeições físicas, experiências da sua infância, erros do passado, ou problemas psicológicos atuais – podem fazer com que você se sinta cronicamente inseguro com a ideia de que alguém possa “descobrir”. Esconder aspectos vergonhosos das suas experiências também irá negar a você a oportunidade de descobrir se as outras pessoas têm experiências semelhantes, e que elas não vão pensar mal de você caso resolva revelar seus segredos.

Adiar lidar com seus problemas ou tarefas até que você se sinta com vontade para isso.
Se você esperar pelo “tempo certo” para agir, até você “ter vontade” ou quando você se sentir inspirado o bastante, pode acabar esperando por muito tempo. Adiar tarefas essenciais pode salvá-lo de certo desconforto a curto prazo, mas tarefas pendentes tendem a pesar muito na sua consciência."


E antes que me pergunte se tem jeito de mudar isso, a resposta é SIM, só depende do seu esforço, da sua vontade, da sua coragem de sair da zona de conforto “ilusória” e buscar ajuda profissional.

Imagem da internet alterada por Jacqueline Sanchez

Liberte-se! Faça Terapia!



Por: Psicóloga Jacqueline Sanchez – Essência Humanaem Foco


04 fevereiro, 2015

A lista

"Faça uma lista dos sonhos que tinha..." 

Nunca é tarde para que a mudança aconteça.
Nunca é tarde para refletir!

 ‪#‎oswaldomontenegro‬ ‪#‎alista‬ ‪#‎refletir‬‪#‎sonhos‬ ‪#‎mudança‬ ‪#‎essenciahumanaemfoco‬ ‪#‎psicologia‬ ‪#‎psi‬

Por: Jacqueline Sanchez






Por: Psicóloga Jacqueline Sanchez - Essência Humana em Foco

01 fevereiro, 2015

Reflexão do dia...

E então, o que você precisa deixar para trás? 
Viva... deixe o novo chegar em sua vida. 
Não é fácil sair da zona de conforto, dá medo sim, mas não é impossível! 
Acredite, mude, ainda há tempo! 

#façaterapia #psicologia #medo #zonadeconforto #novo #vida 







Por: Psicóloga Jacqueline Sanchez - Essência Humana em foco

28 janeiro, 2015

Você conhece a Terapia Cognitiva? Entenda um pouco mais.

Dentro da Psicologia existem várias vertentes, ou seja, teorias, autores, abordagens diferentes.

A terapia cognitiva é uma abordagem da Psicologia que tem como base um modelo cognitivo, que sugere que o indivíduo age de acordo com o que ele percebe dos eventos e situações diárias.

Isto não significa que os eventos e situações em si determinam as emoções e sensações. O que determina é o modo em que este indivíduo percebe ou interpreta cada situação do dia-a-dia.

É isso mesmo, a forma com que enxergamos o mundo, ou aquilo que acreditamos em relação aos eventos.

Por Jacqueline Sanchez
Por esta razão, em determinados momentos uma pessoa pode estar passando por alguma situação específica e o que ela está enxergando pode ser totalmente diferente do modo que outra pessoa enxerga a mesma situação.

Essa variação existe e é necessária, pois nos torna seres singulares e únicos. Cada indivíduo possui crenças, níveis diferentes de percepção e pensamentos diferentes uns dos outros.

Durante crises de ansiedade, pânico, depressão, por exemplo, isso é visto com mais clareza.

Um exemplo: um indivíduo sofre de depressão, por mais que ele descreva todo seu sofrimento, sua tristeza profunda, sua falta de ânimo e vontade, a angústia frente às situações do dia-a-dia, dificilmente aquele que nunca teve depressão conseguirá entender, enxergar, interpretar da mesma forma.

E nessa hora o quadro daquele indivíduo acometido pela depressão pode até piorar sabia?

Vou explicar:

Ele está tomado por pensamentos negativos e não adianta alguém de fora tentar ajudar com frases “clichês” do tipo: “Levanta dessa cama!”, “Fique feliz!”, “Sorria!”, “Pare de reclamar!”, “Isso é drama!”, “Você está exagerando!”, etc.
Frases como estas, muitas vezes são ditas por familiares e amigos que não entendem a fundo o que está acontecendo mas estão tentando ajudar.
Contudo, dependendo do grau de evolução da doença, o que a pessoa pode interpretar pode ser totalmente prejudicial a si mesma.

Afinal...

Quem é que escolheria estar depressivo, numa cama, sentindo uma tristeza profunda, deixando, muitas vezes, de cuidar de si mesmo(a) ?

Acredito que ninguém, principalmente aquele que está passando por este problema.

É neste ponto que entra a Psicologia Cognitiva, onde o terapeuta busca trabalhar esta singularidade do indivíduo, a forma que ele pensa, enxerga, interpreta o mundo e suas crenças pessoais sem julgamentos, com profissionalismo e técnicas específicas.

E a dica que fica é:
Cuide da sua saúde mental, entenda a si mesmo, faça terapia!



Texto: Psicóloga Jacqueline Sanchez - Essência Humana em Foco


16 janeiro, 2015

Saiba o que são os Pensamentos Automáticos e como evitá-los.

Todo indivíduo interpreta o mundo, as situações, os eventos a partir de suas crenças e experiências vividas. Cada ser é singular e enxerga as coisas à sua maneira.

E é geralmente daí que podem surgir os pensamentos automáticos.

O que são eles?

Resumidamente:
São ideias, crenças e imagens específicas às situações do dia-a-dia.
É uma forma distorcida em que indivíduo interpreta seu mundo, sua vida.
Distorcida, pois costuma não ser, de fato, real.
Pode-se dizer que em muitos casos são ideias inventadas, criadas, por não conter legitimidade.
Em muitos casos os pensamentos automáticos podem ser tão freqüentes que levam a sintomas, crises, ou até transtornos específicos como transtornos de ansiedade, fobias, depressão, etc.



Quer um exemplo para facilitar o entendimento?
O indivíduo com depressão tem frequentemente, pensamentos distorcidos. Não conseguem enxergar com clareza a realidade por conta da patologia. Ele começa a acreditar que as coisas não darão certo, que nada faz sentido, ou que não tem mais solução. Enquanto alguém “de fora” enxerga as soluções e tenta dizer isso ao indivíduo acometido, ele não consegue visualizar as situações daquela maneira.

Mais um exemplo:
Você já deve ter visto ou ouvido falar naquelas pessoas que tem ou já tiveram bulimia, anorexia, problemas com aparência, etc. Estes indivíduos nunca estão satisfeitos com seu corpo como ele é. Eles tem esses pensamentos automáticos distorcidos a todo tempo.
Porém, isso não é “futilidade” como muitas pessoas julgam e sim uma doença que deve ser tratada.

E então, como evitar esses pensamentos “intrusos”?

A Terapia Cognitiva Comportamental é um tipo de abordagem psicológica em que os terapeutas focam, a priori, no tipo de pensamento que o paciente vem tendo.
Após identificar esses pensamentos é que começa o trabalho de identificar a causa dos pensamentos distorcidos. Contudo, para que isso ocorra  o paciente deve tomar consciência que aqueles pensamentos não são verídicos.
A partir dessa conscientização o paciente torna-se capaz de chegar até as “crenças” que o levaram a ter aqueles tipos de pensamentos distorcidos.
A terapia é a forma mais funcional para que as distorções de pensamento sejam conscientizadas e trabalhadas ao decorrer do tratamento.



Texto: Psicóloga Jacqueline Sanchez - Essência Humana em Foco


31 dezembro, 2014

Feliz Ano Novo


O que fica nesse ano que passa é #gratidão, gratidão pelos ensinamentos, pelas reflexões, pelas oportunidades, pela força que encontrei, por cada obstáculo, pois me fizeram mais forte! Gratidão pelas pessoas que comigo estiveram! Gratidão!
E saiba que 2015 é seu ano, é o meu ano, por isso vamos aproveitar cada momento! #paznaalma #paz#amor #saúde #dinheiro #sabedoria #união #família#amigos #momentos #psicologia #trabalho #força#colheita #frutos
 — se sentindo agradecido

26 dezembro, 2014

Desabafo de um solitário

E de repente, se via sozinho, tão solitário. Talvez abandonado? Quem sabe.

Vivia buscando algo que preenchesse aquele vazio que sentia dentro do peito.

Vazio, era essa a palavra que usava para descrever aquela sensação.

Era tudo ilusão!

Não havia algo que o completasse realmente. Nada o preenchia, nada saciava aquela sede que sentia em sua alma.

Não sabia bem o que era aquilo que sentia, não conseguia interpretar, compreender e entender qual o sentido daquela busca incessante.

Por vezes sentia-se triste, por vezes esgotado, e até cansado de tudo e de todos.

Porém, ao mesmo tempo, o que mais queria era “tudo e todos” bem perto de si, assim podia sentir-se mais seguro.

Por que tanto medo da solidão?

Imagem da Internet

Buscava algo em todos os momentos, frequentava lugares diferentes, com pessoas diferentes, em horários diferentes, tudo isso para ver se aquela sensação de vazio desaparecia.

De nada adiantava!

O caso é que não havia aprendido a conviver consigo mesmo. Talvez fugisse de seu próprio “eu”, ou melhor dizendo, talvez não, mas com certeza ele fazia isso.

O que havia de tão sombrio naquele ser? O que o fazia querer fugir da sua própria realidade?

Não é uma tarefa tão simples assim, pois requer muita coragem, muita força e muita vontade de entrar em contato com conteúdos internos, principalmente aqueles que causam sofrimento, lembranças, entre outras coisas.

Talvez fugir fosse o caminho mais fácil mesmo, achava melhor buscar no outro, ou mesmo em coisas materiais, aquilo que não conseguia encontrar em si mesmo.

Poderia ser pela insegurança, falta de confiança em si próprio, medo da rejeição advinda do outro, quem sabe?  São inúmeras questões.

Por mais que ele buscasse se encontrar através de pessoas, lugares e objetos, o tal “vazio” sempre achava o caminho de volta.

Na verdade ele só queria sentir-se bem. Bem consigo mesmo, com seu “eu”. Mesmo que fosse por algumas horas, instantes, minutos. Ele só queria sentir-se livre, liberto daquilo que o oprimia.

Mas a realidade é que ele ainda não se conhece, ainda não teve a oportunidade de encontrar em seu mundo interno aquilo que necessita buscar no externo.

Não tem a noção de que as respostas de suas perguntas podem estar no “silêncio”, na “calma”, no seu “eu”, no seu “âmago”.

Contudo, ele terá seu tempo, o momento exato em que perceberá quem realmente é e qual o seu papel e seu sentido no mundo.

Fugir de si mesmo é a real ilusão.

Quer um exemplo?

De nada adianta reformar a fachada de sua casa, deixando-a linda e impecável e por dentro tudo continuar igual, com as mesmas goteiras, com o mesmo mofo e bolor, com os mesmos problemas, você vai fazer o que quando acordar e perceber que tudo está como antes? Ou vai preferir viver na fachada (de sua casa)?


Então, depois de ter lido até aqui, te proponho uma coisa: Pense por instantes, como anda o interior de sua casa?

Imagem da Internet alterada por Jacqueline Sanchez


Texto: Psicóloga Jacqueline Sanchez - Essência Humana em Foco